Ao cara que tem me consumido
Há tantos caminhos a seguir quando a ideia é falar de você que acabo me perdendo diante das possibilidades. Os pensamentos ficam desconexos e em desalinho.
O jeito é ir colocando as palavras pra fora, sem nenhuma pretensão de coesão textual ou coerência emocional.
Tem certas coisas que são só suas e que muito me encantam. Uma maturidade, por exemplo, que docemente afronta a minha ao mostrar que para ser feliz basta um pouquinho de coragem.
Também acho massa a sua capacidade de se entregar sem amarras, que faz um contraponto interessante com essa forma impertinente de me olhar, fingindo desconfiança, apenas para me deixar sem graça e me fazer sentir culpada por estar distraída.
Me amarro nesse seu jeito leve de ser. E de estar. Só quem tem sensibilidade índigo e aura cristal consegue ser tão etéreo.
Acho que posso abrir parêntese aqui para blasfemar o Universo por ter lhe colocado no meu caminho. Mesmo sabendo que ele sempre conspira a meu favor, ouso pensar o contrário. Um inútil mecanismo de defesa, vã tentativa de me manter numa zona de segurança emocional, só para não ter o delicado trabalho de desconstruir minhas convicções e ressignificar a mim e a tudo o que eu quis.
Só agora percebo o quanto é difícil falar de você. É correr o risco de expor um sentimento que eu não aprendi a dominar, e que meu instinto de preservação aconselha esconder.
Sei que é um desafio sobre-humano tentar represar algo que já transborda. Mas, ainda que eu me cale, não haverá silêncio nem segredo: os sentimentos têm vida própria e acabam falando por si mesmos.
O jeito é ir colocando as palavras pra fora, sem nenhuma pretensão de coesão textual ou coerência emocional.
Tem certas coisas que são só suas e que muito me encantam. Uma maturidade, por exemplo, que docemente afronta a minha ao mostrar que para ser feliz basta um pouquinho de coragem.
Também acho massa a sua capacidade de se entregar sem amarras, que faz um contraponto interessante com essa forma impertinente de me olhar, fingindo desconfiança, apenas para me deixar sem graça e me fazer sentir culpada por estar distraída.
Me amarro nesse seu jeito leve de ser. E de estar. Só quem tem sensibilidade índigo e aura cristal consegue ser tão etéreo.
Acho que posso abrir parêntese aqui para blasfemar o Universo por ter lhe colocado no meu caminho. Mesmo sabendo que ele sempre conspira a meu favor, ouso pensar o contrário. Um inútil mecanismo de defesa, vã tentativa de me manter numa zona de segurança emocional, só para não ter o delicado trabalho de desconstruir minhas convicções e ressignificar a mim e a tudo o que eu quis.
Só agora percebo o quanto é difícil falar de você. É correr o risco de expor um sentimento que eu não aprendi a dominar, e que meu instinto de preservação aconselha esconder.
Sei que é um desafio sobre-humano tentar represar algo que já transborda. Mas, ainda que eu me cale, não haverá silêncio nem segredo: os sentimentos têm vida própria e acabam falando por si mesmos.

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