Música é afrodisíaco
Hoje eu e uns colegas de trabalho conversávamos sobre músicas afrodisíacas. Não sei se a expressão existe. Mas o que quero significar é a velha e boa fuck music. Cada um falou do que gostava. Não na cama, obviamente. Na vitrola. Ou melhor, no tal MP3 player.
Na conversa ouviu-se de tudo: Marvin Gaye, Etta James, Paulo Flores, Amado Batista. Sim, o papo era na copa.
Conversa vai, riso vem, fica claro que música é gosto. Algo que definitivamente não se discute. Os muitos repertórios sugeridos fazem parte do universo particular de cada um. E é sempre um prazer penetrar novos mundos, conhecer os prazeres do outro, revelar os seus.
Certa vez um namoradinho meu se surpreendeu com o som que eu coloquei especialmente para ele. Preparei todo o clima: vinho, velas, lençóis e, na hora do striptease, Glory Box ou qualquer coisa do Portishead que o valha. Não lembro ao certo. Mas, para minha quase estupefação, o menino disse que aquilo parecia música de bruxa.
O comentário inoportuno não chegou a ser um balde de água fria naquela noite que eu pretendia incendiária. Eu estava muito compenetrada para me deixar broxar por uma observação inocente e despretensiosa. Mas agora, já vestida, paro pra pensar, ou melhor, escutar, e concluo: ele tinha razão. A música é realmente - com o perdão do recurso visual – sombria, noir, ainda que me aflore a libido.
É certo que o sexo preexiste à música. Mas para a condução de uma transa inesquecível, música é fundamental. Agora o que vai rolar nas pick-ups de cada um vai do gosto do freguês - ainda que o sexo seja de graça.
Sempre vai existir um tipo de música para embalar um modelo de transa, mesmo que no auge do prazer a gente nem lembre que o som está ligado. E nesse momento, em que, outros sons enchem espaço (para não dizer que não falei de música), cada par dança ao ritmo dos ruídos que improvisa.
Na conversa ouviu-se de tudo: Marvin Gaye, Etta James, Paulo Flores, Amado Batista. Sim, o papo era na copa.
Conversa vai, riso vem, fica claro que música é gosto. Algo que definitivamente não se discute. Os muitos repertórios sugeridos fazem parte do universo particular de cada um. E é sempre um prazer penetrar novos mundos, conhecer os prazeres do outro, revelar os seus.
Certa vez um namoradinho meu se surpreendeu com o som que eu coloquei especialmente para ele. Preparei todo o clima: vinho, velas, lençóis e, na hora do striptease, Glory Box ou qualquer coisa do Portishead que o valha. Não lembro ao certo. Mas, para minha quase estupefação, o menino disse que aquilo parecia música de bruxa.
O comentário inoportuno não chegou a ser um balde de água fria naquela noite que eu pretendia incendiária. Eu estava muito compenetrada para me deixar broxar por uma observação inocente e despretensiosa. Mas agora, já vestida, paro pra pensar, ou melhor, escutar, e concluo: ele tinha razão. A música é realmente - com o perdão do recurso visual – sombria, noir, ainda que me aflore a libido.
É certo que o sexo preexiste à música. Mas para a condução de uma transa inesquecível, música é fundamental. Agora o que vai rolar nas pick-ups de cada um vai do gosto do freguês - ainda que o sexo seja de graça.
Sempre vai existir um tipo de música para embalar um modelo de transa, mesmo que no auge do prazer a gente nem lembre que o som está ligado. E nesse momento, em que, outros sons enchem espaço (para não dizer que não falei de música), cada par dança ao ritmo dos ruídos que improvisa.

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