Do homem, seus medos bobos e coragens absurdas.
O tempo passa, mas uma coisa não muda: os homens (ah! Os homens...) continuam me impressionando. E, neste mês de conscientização sobre o câncer de próstata, é inevitável me lembrar de alguns de seus medos.
Homem faz pouco caso das mulheres e seu medo ancestral de baratas. Devo dizer que, apesar de ser uma legitima representante do gênero (sqn), não tenho nenhum medo desse inseto. Tenho verdadeiro pavor, principalmente quando perco uma de vista ou quando a sacana abre as asas e dá aquele voozinho rasante sobre minha cabeça. Peço a morte.
Mas os homens conseguem ser muito piores. Eles têm medo de algo que pode lhes salvar a vida. O toque retal, por exemplo. Veja só, tsc, um negócio que parece tão prazeroso.
Não creio que seja o medo da dor em si, porque dizem (é, dizem) que não dói nada. E, aqui pra nós, entre quatro paredes, já vi muito marmanjo curtindo essa aterração, aterramento... Não sei o nome correto da prática (o nome). O autocorretor do Word está sublinhando essa palavra. Mas o que quero dizer é que tem muito homem (hétero) que curte fio terra.
Calma, meninos! Fiquem tranquilos. Não vou citar nomes. Tudo bem que os exemplos credibilizam. Mas eu prefiro perder a credibilidade, se é que tenho alguma, do que perder a foda. Então, combinado, né? Eu não cito seu nome (tá bom, tá bom, nem as iniciais), nem você me boicota. E a gente continua dando uma quando der.
Apois, já que não é medo de sentir dor, porque, como disse, alguns homens, aliás, muitos, adoram um dedinho ou dois (e otras cositas más), não me resta tanta justificativa assim para tamanha resistência.
Já ouvi falar que essa atitude defensiva seja medo de virar viado. Mas eu também acho que não tem nada a ver. Não é o dedo de um especialista que faz a gente pegar gosto pela coisa. Ao contrario. É o dedo amador, sem luva, com calos, mão ligeiramente suja de graxa (ah! Os mecânicos...). Já ouvi dizer que a pessoa é para o que nasce. Então, não tem pra onde correr.
No fundo, no fundo, acho que os homens têm medo do que as pessoas vão pensar. Já pensou encontrar aquele vizinho fofoqueiro bem em frente ao consultório do urologista? Seria o fim, não?
Não, eu não acho. O fim é a morte, e esta começa com a ignorância.
Bom, dos medos masculinos eu já falei. Da coragem, engraçado... Não me lembrei de nenhuma. Ah! Me ocorreu uma agora. Uma coragem absurda, por sinal. Mas isso é assunto para um próximo texto. Até lá.
